ARTIGO

Pessoal, gostaria de agradecer o jornal A Notícia por ter publicado na edição de hoje o artigo deste blogueiro sobre a decisão do STF. Na semana passada o blog trouxe uma síntese do material. Confira abaixo, na íntegra, o texto:


Estudar para quê?, por Vandrei Bion*

Quinta-feira, acordei com cara de otário. Afinal, qual o valor do meio acadêmico? Qual a verdadeira necessidade de ingressar na universidade? A resposta desses questionamentos está na ambição por um futuro melhor, por meio da conquista de uma habilitação para o exercício de uma profissão.Passadas essas fases, pensa-se na constituição de uma família, até então, o ciclo natural da vida. Mas foram seis anos de dedicação ao jornalismo, entre graduação e pós-graduação, em vão. Fomos educados para educar. Para formar cidadãos e opinião pública. Para gerar cidadania. “O jornalismo é o diário da humanidade”, já dizia Alberto Dines.É possível concordar com o direito à liberdade de expressão, à comunicação. Contudo, não podemos esquecer da ética, das técnicas e teorias que envolvem o jornalismo.Na universidade, você recebe o encaminhamento para seguir uma profissão. Cabe a você mesmo ir atrás de conhecimentos específicos que contribuam com o aprimoramento e excelência profissional. O que vale a objetividade, preceito essencial do jornalista, do ofício? O que importa o feeling, a sensibilidade, a percepção? Sinto-me um analfabeto. Um cidadão sem respaldo, sem direito ao prazer. A responsabilidade da informação, com qualidade, é tanta, que a vida das pessoas muda conforme o teor da notícia.O Supremo Tribunal Federal (STF) cometeu um crime contra a sociedade, contra os profissionais que se dedicam 365 dias do ano aos fatos públicos, à relevância, à transformação, à história, à vida. Como oito ministros, de extremo conhecimento jurídico, podem comprometer o ofício de inúmeras pessoas que visam ao bem comum, à ética e à mudança?Nós, jornalistas, vamos continuar honrando os princípios básicos do jornalismo. E o mercado, cada vez mais enxuto, vai absorver empregados e não mais profissionais com visão crítica, com amor à profissão e com a missão de buscar uma sociedade mais justa e um mundo melhor. Bem-vindo ao século 21, a era do fim. A era da tecnologia, da comunicação e do amadorismo.
*Jornalista

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