FUTEBOL & FOLCLORE
É por isso que todos nós amamos tanto o futebol, o Avaí, os jogos na Ressacada e a torcida. O clube nos leva a uma identificação muito forte com a nossa cultura ilhéu. Desde o simples ato de gozar, pondo em prática o folclore. Sem ele, os estádios de futebol não tem graça. E aqui em Floripa isso graças a Deus ocorre. Pessoas que deixam tudo de lado para prestigiar o time. Mas não basta ir a campo. É necessário vestir a camisa, gritar, torcer, pagar ingresso. Mas além de tudo isso, é preciso criar. O torcedor é passional, todos sabemos. E do quesito paixão surgem as formas de expressar a identificação com o clube. É o caso do cidadão acima, o Vento Sul. Morador de Capoeiras, no Continente, pinta a cabeça de azul e branco nos jogos. E ainda escreve o apelido para assinar a obra.
Já este torcedor, resolveu homenagear o Guga, escrevendo o nome do ex-tenista dentro do distintivo do clube. Todo jogo ele está lá, enrolado na bandeira.
O Galego é um ex-funcionário do Avaí. Trabalha como peão de obra. Nos jogos, pede um dinheirinho para a cachaça. Após o término da partida, chega a dar entrevista coletiva para os torcedores, que utilizam máquinas fotográficas e celulares.
O Oswaldo Schmidt todos conhecem. Na época de CBN, demos a ele o apelido de "Forest Gump Avaiano". Contra o Corinthians completou a caminhada de número 101, do Balneário do Estreito até a Ressacada. Na volta, os amigos o levam de carro.
O Pedrinho do Morro do Horácio é conhecido por ouvir rádio o tempo todo. Quando está a trabalho, em São Miguel do Oeste, leva o amigo inseparável. E de lá, consegue em um cantinho especial para sintonizar as emissoras daqui.
O Chacrinha é uma figura antiga da Ressacada. Comparece aos jogos desde a inauguração do estádio. Sua marca: a caminhada de ida e volta, a pé, do bairro Costeira, onde ele mora.
O Vascaíno, morador do bairro Pantanal, todos conhecem. Esse já é do tempo do estádio Adolfo Konder. Brigão, amigo, inimigo, com sol, com chuva, ele está lá e com a latinha sempre na mão. Além disso, tem outras duas manias. Ficar sem camisa nas partidas, mesmo no intenso inverno, e assar um churrasquinho antes do jogo junto à Toca do Leão.Para concluir, afirmo que só o futebol é capaz de unir classes sociais, religiões e diferenças. O Avaí e a Ressacada são apenas elementos de uma paixão, que só termina quando o velhinho lá de cima nos chama. Pois os clubes e o esporte continuam.
OBS: Existem inúmeras figuras folclóricas na Ressacada, duas delas não compareceram ao jogo de terça, mas com certeza ganharão destaque no blog futuramente. São eles: o Má (do Morro do Céu) e a Gorete do Carianos.
excelente trabalho Vandrei, estas de parabens!
ResponderExcluirEssa cabeça do Vento Sul tá nota mil.
ResponderExcluirParabéns Vandrei, por achar torcedores assim como ele.