
A Ilha não é só praia, ricos, shoppings, badalações, prédios, carrões e asfalto. A preservação da cultura da cidade passa pelos morros. Lá é que se vive mais feliz. E existe gente trabalhadora sim. Pessoas que acordam cedo para trabalhar, estudar e levar uma vida digna. Desde a infância tive convivência com as comunidades do Maciço do Morro da Cruz. Afinal, eu também nasci no morro e continuo nele. Mas nas andanças da fase de criança e adolescente, pude conviver em um mundo sem qualquer tipo de diferença. Jogávamos bola, soltávamos pipa, andávamos de bicicleta. Era jogo de botão, peão, enfim, tudo o que uma infância perfeita pode ter. E um pouco disso, ainda vejo nas comunidades do Maciço. O computador veio para facilitar, mas não para formar de verdade o caráter da pessoa. Isso se aprende em casa, na escola e na comunidade. Na foto, o Morro do Tico-Tico que fica próximo à Avenida Mauro Ramos.
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