ELA VEM MESMO?

A safra da tainha já está em vigor e a quantidade excessiva de peixes capturados, que garante o sustento de diversas famílias de pescadores em Florianópolis, ainda não foi constatada. O motivo: a falta de temperaturas baixas e também do vento sul.

Seguindo a rota de migração, a tainha se desloca da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, nessa época de ano em busca de águas quentes para a reprodução. Pelo litoral, o peixe só encontrará a temperatura ideal a partir dos mares da região sudeste. Mas no caminho, há a interrupção deste processo. Diversas famílias usam redes de arrastão, tarrafas e outros objetos para capturar o peixe. O fato é que as tainhas sobem o litoral grávidas. Para a nossa felicidade, a ova frita está garantida. No âmbito da questão ambiental, se questiona: Isso é crime?

Polêmicas à parte, os números da safra da tainha não serão os mesmos esse ano. Quem espera encontrar 3 kg do peixe por R$ 10,00 pode esquecer. Paga-se um pouco mais caro, mas a tradição de comer a tainha (em posta, escalada, recheada, no forno ou na folha de bananeira) não poder ser quebrada. Não esqueçam do pirão d´agua.

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