FUTEBOL DE MESA, O POPULAR BOTÃO



Amigos leitores,

Jogar botão não tem idade. É por isso que, aos 27 anos, voltei a disputar partidas de futebol de mesa. Claro, motivado por dois garotos fanáticos por futebol. São eles os primos Felipe e Eduardo Carreirão, de 13 e 14 anos, respectivamente. Mas para gostar da modalidade recreativa, que foi inventada no Brasil nos anos 30, é preciso amar, acompanhar e entender de futebol.

As regras são semelhantes. Ou praticamente iguais. Há falta no contato entre os botões sem a bola, impedimentos, pênaltis, cartões e até gol contra. Mas muita coisa mudou. Desde quando comecei a jogar com meu pai, aos 4 anos de idade, com aqueles botões chamados "panela", as inovações foram inevitáveis. A começar pelos campos ou estádios.

Aqui na rua São Joaquim, a qual fica no Morro do Céu, comunidade onde nasci, disputava-se um campeonato trimestral. Havia uma rodada por final de semana. Parecido com o futebol. Participavam: eu, Duca, Zé (meu tio e grande incentivador do botão), Zé Mário, Tito, Gordinho, Lambinho, Beto, Gú, Lelê, Rodrigo da Banana, Anderson, Digo, Marcinho Tupã, Diógennes, Caio, Magú, Gui, enfim, toda uma geração dedicada a essa diversão. Havia rivalidade. Muitos choravam ao perder. Era o meu caso. Outros quebravam os botões.

O encontro era semanal e acontecia geralmente aos domingos, à tarde. Rádio ligado, para acompanhar a jornada esportiva, nos fazia companhia. Mas o que mais chamava a atenção era o estádio, tido como Maracanã, construído pelo Duca. Três andares de madeira, com fotos de torcidas coladas, da Revista Placar. A trave com filó dava um toque de realidade. Inesquecível.

O futebol de Florianópolis naquela época (1989,1990 e 1991) se resumia ao campeonato estadual. Todos torciam mais pelos clubes do Rio de Janeiro. Avaí e Figueirense ficavam para segundo plano. Então, existiam diversas combinações. Avaí e Flamengo, Figueirense e Vasco, Avaí e Fluminense ou Figueirense e Botafogo. Isso refletia no campo de botão. Muitos escolhiam os times do Rio para o campeonato. Mas tudo passou...e a memória vem à tona. Jamais esqueceremos aquele brilhante tempo de infância. Uma época vivida de verdade. De alegria, de brincadeira, de amor, de amizade, de união. O botão existe ainda, porém superado pelo video-game. Mas quem insiste em educar os filhos dando a eles, palhetas, traves, goleiros, bolinhas e botões, meus parabéns!!!

Ah...só para falar um pouco da minha retomada, aos sábados costumo jogar de 3 a 4 partidas. Sempre contra Felipe e Eduardo. São vitórias, empates e derrotas. Há equilíbrio. E isso motiva e emociona. A regra mudou, de apenas um toque por disputante. Exige mais raciocínio. Julgo melhor.

Para os curiosos, tenho 5 times: Caxias de Joinville, Paula Ramos, Avaí, Flamengo e Corinthians. Eduardo e Felipe atuam sempre com Vasco, Fluminense, Olaria, River Plate, Barcelona e Real Madri. Se alguém deseja voltar à tradição do jogo do botão é só me procurar. Vale muito a pena!!

3 comentários:

  1. e aí guri...

    te achei no blog do castiel...

    add vc lá no meu

    um abraço amigo!!!

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  2. Dá-lhe Vandrei, aqui é o Rogério Avaiano que jogava lá na Tenente Silveira, no Kury, lembra?

    Jogasse campeonato com a galera lá no prédio do meu pai tbm, na Vidal Ramos...

    Nunca mais joguei, vamos entrar em contato pra de repente amadurecer um campeonato..

    Grande Abraço
    Saudações Avaianas

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  3. Salve Vandrei

    Te achei pelo blog do Castiel. Po, fizesse uma baita volta no tempo, lembro que eu era apenas torcedor nessa época. O Zico jogava com a seleção brasileira, acho, os botões mais bonitos.
    Essa era a mesma época do Show do Esporte na Band. Ali nasceu minha paixão por futebol.

    Ainda tinha os campeonatos no Bar do Hugo, desses eu participei jogando com o Bahia, acho, não tenho certeza, que perdi pra ti.

    É isso aí, vou te adicionar no meublog.
    Aquele abraço

    Dolinho

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